Sexta feira, 10 Julho 2009  
  " Refletir sobre o caminho percorrido para indicar o “passo a mais”."  
 
 
Comunicação nº 10
 
2.-Documento XV Cap. General

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

PALAVRAS DE DESPEDIDA AOS LEIGOS

 

Ao iniciar nossa caminhada capitular, trazíamos à memória o texto de Efésios 2,19, que nos convidava a nos sentirmos parte da Igreja, construtores e membros da família de Deus.  Uma palavra significativa, quando se começa uma tarefa de busca conjunta que implica o futuro de um projeto, em nosso caso, o Projeto da Companhia de Maria Universal para os próximos seis anos.

Os textos da liturgia destes dias falaram-nos sobre um grande número de pessoas que, mesmo em meio a suas limitações, deixaram-se transformar pela ação de Deus e contribuíram positivamente com a História da Salvação: Tomé, Paulo, Jacó, José e seus irmãos… Escutamos novamente que seguir Jesus configura nossa identidade e que d’Ele aprendemos a viver as dificuldades, a cruz, como caminho de vida e esperança; a assumi-las com humildade e paciência, como oportunidade para sair de nossos interesses próprios.

A partir deste marco de compreensão, fomos adentrando cada vez mais na dinâmica de discernimento capitular e chegamos a formular alguns “compromissos cordiais”, no sentido de que experimentamos que dão resposta às necessidades do mundo atual e que é possível torná-los realidade em nosso próprio contexto. Sabemos que nem sempre será fácil vivê-los, mas temos a intuição de que nos marcam um horizonte de sentido, são um sim ao futuro, como bem expressou um dos leigos em seu grupo de trabalho.

Nestes dias, experimentamos a força que supõe trabalhar “com” outros e outras: sentirmo-nos unidos na aventura de construir o Reino, ao estilo de Joana de Lestonnac, compartilhando experiências, necessidades, sonhos, desejos e esperanças, amplia nosso horizonte e nos impulsiona a seguir em frente.  

A sensibilidade para captar os desafios que o mundo atual apresenta a nossa missão, junto à capacidade de encurtar distâncias e unificar propostas, tornaram-nos mais conscientes da grande riqueza da interculturalidade.

A convicção de que a presença e a qualidade da mesma são o caminho para evangelizar motiva-nos a rever nossos estilos de vida e a aprofundar nossa experiência de Deus, fundamento de nossa existência e razão última de nosso desejo de participar ativamente na missão da Igreja.

O clima de proximidade, a acolhida mútua, a abertura para escutar e compartilhar, o respeito… enfim, a busca do bem-comum, tornaram visíveis alguns dos valores humanizadores que, como educadores e educadoras, desejamos anunciar.

Ao terminar esta etapa capitular, queremos entregar a cada um/a, o texto que narra a Noite do Cister vivida por Joana de Lestonnac. A narrativa expressa bem a transformação que podemos viver, quando nos abrimos ao Deus que habita em nós e descobrimos presenças inspiradoras – Maria, Nossa Senhora, e outras – que nos animam ao compromisso de dar resposta às maiores necessidades de nosso tempo.

Obrigada pelos dias compartilhados e pelo testemunho de vida entregue com qualidade e coerência. Continuamos, a partir de cada contexto, escrevendo o trecho da História da Ordem que nos corresponde.

Novamente, obrigada!

Beatriz Acosta Mesa odn

Roma, 10 de julho de 2009

 


 

 
       
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