Sexta feira, 10 Julho 2009  
"Avaliação e Encerramento "
 


Comunicação nº 25

 

 

 

 

 

 

PALAVRAS DE ENCERRAMENTO

 

Chegamos ao final do XVI Capítulo Geral. Ao lançarmos um olhar conjunto sobre este tempo compartilhado, podemos afirmar que vivemos uma experiência na qual o Senhor se fez presente e nos disse palavras exigentes, palavras de vida que geram esperança.
Cada uma das etapas com sua especificidade ajudou-nos a adentrar na realidade de nosso mundo e discernir os apelos que o Senhor nos faz a assumir “compromissos cordiais”, ou seja, que nos tocam o coração e nos mobilizam a dar resposta às necessidades de nossos contextos, compromissos nos quais tem sentido investir as energias, capacidades e recursos com os quais contamos.
O eixo temático do Capítulo, “Cultura, identidade, interculturalidade e universalidade, a partir de nosso horizonte de sentido: o Reino” motivou-nos a dar mais um passo na rota traçada pelo Capítulo anterior: “percorrer caminhos de encarnação em nosso mundo”. 
A partir desta linha de continuidade e avanço, deixamos ressoar com força o convite a consolidar os passos dados, aprofundar sobre as realidades que sempre nos interpelam e ultrapassar as fronteiras do conhecido para, em diálogo com o diferente, discernir as novas respostas que o caminhar da humanidade nos pede.
O texto bíblico que recolhe a experiência capitular, Jo 21, 1-7, expressa bem a graça recebida do Senhor neste tempo: ir além, entrar no mais profundo e acolher seu convite a “lançar as redes” com confiança e generosidade.
Sabemos que lançar as redes em mar aberto nos expõe a realidades inabarcáveis, a ventos e correntes existentes… portanto, faz-se necessário ter claro o objetivo que se pretende e enfocar as energias na mesma direção. Este esforço comum torna possível vislumbrar sinais que anunciam vida e reconhecer com alegria e humildade que o fruto sempre será um dom.
Terminamos este processo capitular acolhendo alguns sinais de vida que já existem e que evoluem, anunciando novos tempos:
Religiosas e Comunidades Apostólicas, que vivem seu sentido de pertença ao Corpo universal, comprometidas em nível local e em atitude de abertura e acolhida à contribuição oferecida pela dimensão plural e intercultural da Companhia hoje.  
Leigos e leigas que, por opção pessoal, caminham conosco e, a partir de sua situação concreta, envolvem-se cada vez mais na busca conjunta de respostas às urgências do mundo atual, a partir do carisma educativo de Joana de Lestonnac.
Grupos da Rede Laical que, em alguns contextos, consolidam-se com uma identidade clara; pessoas de fé, que desejam viver a espiritualidade da Companhia de Maria.
Jovens que manifestam explicitamente o desejo de construir conosco propostas de evangelização para outros jovens e oferecem o que são, para torná-lo realidade.
Experiências que confirmam que é real a acolhida à dimensão intercongregacional, ecumênica e interreligiosa, como um horizonte de colaboração, para tornar este mundo mais habitável e humano, a partir de valores comuns que apostam na dignidade da pessoa e no bem comum de todos os povos.
Assim como acontece no mar, reconhecemos situações que ameaçam a vida e que, tanto em nível pessoal como comunitário, é necessário enfrentar com lucidez e energia. Neste sentido, fica-nos a convicção profunda de que, se todas escolhemos, com “determinação deliberada”, viver nossa identidade de religiosas em radicalidade, mantendo-nos em atitude de conversão e atentas aos compromissos que estabelecemos para os próximos seis anos, o Senhor nos dará vida em abundância, para entregá-la no dia a dia, como Ele, até o extremo.
Guardamos no coração muitas experiências… Que Maria, Nossa Senhora, que sabe de fidelidade e de resposta incondicional, nos anime a “lançar as redes” e nos ajude a assumir, no dia a dia, os compromissos aos quais nos sentimos chamadas como Corpo Universal, neste tempo de graça. Tempo no qual se tornou evidente a união de corações, que Santa Joana recomendava com tanto ardor a todas as Casas da Ordem.
Recordamos com gratidão todas as pessoas que, ao longo deste mês, compartilharam sua fé, seu tempo e seu saber; através de sua colaboração, foi possível avançar com a consciência de que, entre todos e todas, construímos o Reino. À Comunidade desta Casa Generalícia, às Comunidades da Itália e a todas as pessoas que trabalharam para tornar possível este Capítulo, nossa profunda gratidão. Agradecemos também a todas as pessoas e Comunidades que, com sua proximidade e oração, nos acompanharam e apoiaram neste tempo.

Beatriz Acosta Mesa odn

Roma, 31 de julho de 2009
Festa de Santo Inácio de Loyola

 

 
 
 
           
       
imprime